Quando falamos do processo de desinfecção em uma piscina é importante mencionar que o objetivo principal não é a eliminação completa de todos os microrganismos presentes na fase líquida, mas sim obter a redução a níveis considerados seguros do ponto de vista microbiológico, garantindo-se assim a saúde dos usuários da piscina.

Dentre as principais substâncias utilizadas nos processos de desinfecção de piscinas estão os derivados clorados não estabilizados, por exemplo, o Hipoclorito de sódio e o Hipoclorito de cálcio.

Quando aplicados na fase líquida, suas reações principais são as seguintes:

Desta forma, verificamos que por meio de reações de hidrólise ambos produzem o ácido hipocloroso (HOCl). Por se tratar de um ácido fraco, o ácido hipocloroso dissocia-se na fase líquida, permitindo a formação do íon hipoclorito (ClO⁻), por meio da seguinte expressão:

O perfil da distribuição do ácido hipocloroso e do íon hipoclorito na água da piscina está diretamente relacionado com o valor do pH mantido na água.

Para uma temperatura de 25ºC e um pH de 7,5, obtemos uma distribuição de 50% ácido hipocloroso e 50% de íon hipoclorito.

A soma das concentrações molares de ambas as espécies é o que denominamos de cloro Residual livre.

Entretanto, é importante ressaltarmos que os derivados clorados, ao serem adicionados na água da piscina, participam de um conjunto de reações, fazendo com que as suas concentrações se alterem ao longo do tempo. Dentre estas reações, as mais representativas são:

  • Reações com Luz Ultravioleta.
  • Reações com Compostos Inorgânicos.
  • Reações com Compostos Orgânicos.
  • Reações com Amônia.

Com base no objetivo principal deste artigo, apresentaremos, de forma resumida, os pontos mais relevantes sobre a reação do cloro com amônia e sua influência no ambiente que envolve o uso de piscinas.


De que forma principal os contaminantes à base de Nitrogênio são inseridos na água da piscina?

  • Por meio da transpiração (suor).
  • Por meio da urina.

Quais os principais contaminantes à base de Nitrogênio estão presentes na água da piscina?

  • Amônia.
  • Uréia.
  • Creatinina.

Qual o comportamento do derivado clorado (dosado na água da piscina) na presença de íon amônio (NH₄⁺)?

Na presença de íon amônio ocorre a formação dos compostos denominados cloraminas, ou seja, resultantes da reação do íon amônio com o ácido hipocloroso (HOCl), de acordo com as seguintes reações:

Logo, denominamos como Cloro Residual Combinado, a somatória das concentrações de Monocloramina, Dicloramina e Tricloramina. A distribuição de cada espécie na fase líquida é função do pH do meio e da relação entre o cloro e amônia (Cl₂/NH₃).

Consequentemente, definimos o Cloro Residual Total (CRT) como o somatório das concentrações do Cloro Residual Livre (CRL) e do Cloro Residual Combinado (CRC).

É válido ressaltarmos, que o processo de cloração aplicado em piscinas deve sempre priorizar a manutenção do Cloro Residual Livre, ou seja, a liberação somente de HOCl e OCl⁻, garantindo-se assim uma adequada desinfecção e proteção aos usuários.

Desta forma, torna-se fundamental atuarmos preventivamente, a fim de minimizarmos ao máximo a formação de cloraminas nas piscinas, pois além de gerarem desconfortos aos usuários, atuam severamente como consumidores de CRL.


Quais os efeitos negativos gerados pela presença de cloraminas em piscinas?

  • Irritação severa da pele dos banhistas.
  • Irritação severa dos olhos dos banhistas.
  • Redução acentuada do processo de desinfecção da água da piscina.
  • Corrosão em instalações.
  • Odor forte e ofensivo de “cloro” (na realidade é a ausência de CRL e presença de Cloraminas) na área da piscina.
  • Desconforto no trato respiratório dos usuários, principalmente em ambientes fechados.

Quais as principais ações de prevenção e controle para mitigar a formação das cloraminas em piscinas?

  • Conscientização sobre Práticas de higiene pessoal (banho prévio antes de entrar na piscina, evitar urinar na piscina etc.).
  • Controle adequado das características físico-químicas da água da piscina.
  • Respeitar a taxa de ocupação da piscina.
  • Garantir sempre a cloração contínua ao “break-point”.
  • Utilização de filtros abastecidos com Zeólita (Celpool).
  • Processos alternativos, como: Ozônio e UV.

Como que o Celpool pode ser um aliado importante na busca de saúde, conforto e economia para os milhões de usuários de piscinas presentes no Brasil e no mundo?

  • Removendo parcialmente o íon amônio (NH₄⁺) presente na água, por meio do mecanismo de troca iônica, minimizando-se assim a possibilidade da formação das cloraminas.
  • Diminuindo a demanda do derivado clorado consumido durante a reação de formação das cloraminas.
  • Eficiência no processo de filtração em função das características do produto e condições operacionais (taxa de retrolavagem), assim como redução no consumo de água, energia e produtos químicos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • CELTA BRASIL. Ficha técnica do CELPOOL, FT0208 – Revisão nº 02. Versão atualizada em 03/07/2023.
  • FERREIRA FILHO, Sidney S. Tratamento de água: Concepção, projeto e operação de estações de tratamento. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
  • MACEDO, J.A.B. Piscina – Água & Tratamento & Química (A Piscinologia Contemporânea). 2ª Edição. Belo Horizonte: CRQ-MG. 2019.
  • MAIERÁ, N. Piscinas litro a litro 2. ed. Revisada e ampliada. São Paulo: Esedra, 2009.

Elaborado por:
MSc. Samuel Audi R. dos Santos (samuel@celtabrasil.com.br) MSc. Vanessa Maronezi (vanessa@celtabrasil.com.br)

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